sábado, 27 de outubro de 2018

Presa aqui. Ferida.
Odeio quem eu sou, como estou e não posso mudar nada.
Por que eu me condenei e condenei todos a isso. Sinto medo, vergonha e tristeza. Muita tristeza.
Memorias felizes me fazem chorar, toda alegria vira lágrima porque não posso tocar.
Sinto tanta culpa, tanta culpa.
Odeio quem eu sou.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Hoje o tempo parou. Só queria deixar de existir, sem culpa, como espuma do mar.
Vergonha por ser fraca, por estar tão triste, por não conseguir fazer o necessário e desapontar quem acreditou em mim.
Queria ser melhor, ser forte e me bastar mas me sinto só, perdida, envergonhada e com medo. Medo de mim, das minhas falhas e fraquezas. Não queria enfrentar isso sozinha, não consigo e não quero mais me humilhar, ver tanto desapontamento porque eu não consigo. Estou triste e fim.

domingo, 6 de maio de 2018

Quando eu deveria parar de existir? Ainda estou aqui e dói. Dói todo dia, choro toda noite. Em silêncio. No escuro.

Eu me calo e é como se não existisse mais aqui fora.

Eu me movo, eu sinto, eu choro

Dói, a indiferença dói, eu não morri mas você me matou.

domingo, 31 de dezembro de 2017

Imaginava que meu réveillon de 2010 era o mais triste que teria...
Estou arrasada e só e mesmo se houvesse alguém aqui, ninguém me veria. Sou invisível há tanto tempo que sinto vergonha de ainda doer.
Sou a vergonha. Incômodos que não passa. Por que não fico quieta. Fria. Silêncio.
Sem chorar. Para de ligar. Mandar mensagens se queixando. Porque essa cara triste? Não vê que já tenho problemas demais. Não aguento mais seu choro. Me deixa em paz!

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Nirvana

Ontem tive uma manhã triste. Chorei de soluçar e não podia chorar. Chorei na rua enquanto caminhava e tive dificuldade de parar.
Passei a tarde sem energia e desconsolada.
Já de noite, assisti a um documentário sobre Kurt Cobain. Nunca dei muita bola para ele, bonito demais, popular e rico demais. Músicas de depressivas e adolescentes (como se não fossem as características e tudo que ouvia no começo deste século).
Ontem vi Kurt pela primeira vez, eu vi o que ele via, sei o que sentia porque é o que senti durante minha vida.  Rejeição, inadequação, expectativa, frustração. A dor e a tristeza de não ser visto. De ser ofuscado por nossa história e aparência.
Um mergulho tão fundo em onde nós estamos de verdade. Não conseguimos mais voltar, o exterior é raso e não nos comporta mais, não suporta nosso peso, não entende nosso idioma. Convidamos a todos que venham nos ver mas ficamos sozinhos. Eles vem sentam, olham, falam e vão embora. Não compartilham nossa refeição, não bebem o que oferecemos, não inalam nossos perfumes. Dizem que foi agradável, realmente acham agradável. O pouco. O que somos é excessivo, desnecessário. Pra quê gritar? Você chora à toa e é esquisita. Tenho minha vida e meus problemas, para de encher o saco, não preciso disso!
Sinto saudade da beleza, do agradável e supérfluo. Etiqueta, cortesia, sorrisos, cordialidade, quando tudo isso me enchia e me fazia dormir. Risadas, educação, elogios, beleza. Raso.
Por que fui tão fundo?


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Por que não consigo me liberta desse sentimento de inadequação?
Hoje li que o ser humano é incomunicável.  Sou o epítome desta incomunicabilidade.

sábado, 24 de setembro de 2016

Estou presa dentro do que sinto.

Não posso contar a ninguém. Ninguém vê ou ouve.

Estou tentando manter-me funcional. Vivo mas não espero nada. Já não sonho com nada de bom, aquele tipo de coisa boa que faz a gente imaginar que depois não ficará mais infeliz. Sei de cor tudo de ruim que com certeza passarei, mortes, dificuldades, dores, brigas mas nem me importo, não tenho o que temer já sou triste o suficiente para ter a tristeza como companheira íntima. Conheço bem. Não me assusta porque está comigo o tempo todo, ouço e vejo a tristeza. Eu vivo a tristeza. Sou a tristeza.

Ninguém mais acredita em coisas que acabam com a vida dos outros, aquela pessoa passou algo tão ruim que nunca mais superou, esta sou eu. Minha vida já acabou a muito tempo e os anos já não são mais contados, não espero nada de bom, nem de ruim, não espero nada só vou continuando.

Um dia de cada vez, não tem nada que eu queira fazer, nem agora nem depois, só estou, já sou tudo que posso.